Pal laucha

Camino de estrellas muertas
y perdidas madrugadas
a pagos de Treinta y Tres        
me llevan huellas se zamba      
    
Cuando la tarde se queme
silenciosa y sin palabras
cansado ya de las coplas
me voy p`al rancho del Laucha

Perderme yerbal adentro
Bajo un cielo de pitangas
y tirarme panza arriba         
dejar que converse el agua                     

Perderme yerbal adentro
mate amargo y caña blanca
ser un pedazo  de tierra
ser el paisaje que anda

Tirarme de panza arriba
no pensar ni soñar nada
ser todo naturaleza
ser el arbol, ser el agua.

Los Olimareños, bajo un arbol de pitangas llorando y llorando
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Sobre pmizraji

Caput necandus est. Cadaver acqua forti dissolvendum nec alicquid retinendum. Tace ut potes.

Publicado em setembro 15, 2014, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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