Entre o uivo e outras milongas

Certa noite da vida
brotou uma flor na Janela
Era uma dádiva e dúvida
em saber como ela resistiria

Ventos, sibilos, uma montaria
Tempestade que assola
Jantar a luz de velas
Cavalgada em tormentas vividas

Certos uivos acariciam
sabem quem diria
Não sei se a noite é
mas a flor seria – um Juramento

Esta flor de largas lembranças
trazida de além-mar vigílias
será mistura de Júbilos?
Ou algum bracelete de Neftys?

Que forte rajada veio
Não vi onde nem em cheio
Se essa flor não morre, Julgo…
Uma pragaria não resolve

Eu sei o que dela de mim Jardina
mas não sabe eu por ela
Ouço, lembro, não falo
Se de dor, vassalo

Coisas, e minhas coisas
Serão depois as malas?
Estas lágrimas? Folhas?
Peso demais nas Juntas

Não Jogo fora
que Jogo é este?
Vivo o Jugo do que foi
uma noite e ainda quero

Minha mais ardente tormenta
que dela sem Juízo a Justifico
Jardinagem e Exílio
Ateu ainda acredito.

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Sobre pmizraji

Caput necandus est. Cadaver acqua forti dissolvendum nec alicquid retinendum. Tace ut potes.

Publicado em maio 15, 2014, em El Poeta. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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