15M: Política sin políticos ¡Todo el poder para las Asambleas!

Por Grupo Salvaje, enviado por anónim@ el Jue, 19/05/2011 – 15:59

Domingo passado, uma constelação de indivíduos rebeldes marcharam enquanto o Bloque Libertario y Autónomo que entoava: “Queremos tudo. Queremos agora”. Ali, desafiando um Golias que se dizia invencível, vimos gentes de diversas procedências (comunistas sem partido, anarquistas, gente desligada das podres paródias do “fazer política”: os partidos de esquerda que em todos os lugares se desmoronam…, mas mesmo assim compartimos a necessidade de estabelecer espaços de ação e ofensiva contra todo o sistema político e financeiro. Como se fosse um vírus, o lema pronto apareceu em manifestos e na imprensa, inclusive chegando a ser atribuído – mesmo que, erroneamente – a Democracia Real Já. Também vimos o banner levado por rostos anônimos e desconhecidos para nós, justo quando a altura da Plaza de Callao estava a ponto de se iniciar o fantástico em prática do habitual estilo policial. Aqueles improvisados portadores do lema compreenderam que o Bloco é isso mesmo, algo sem líderes nem serviços de ordem. O Bloco somos todos.

Parece que o que aconteceu no domingo faz mil anos. Este é um efeito sempre lógico nos momentos de revolta, um salto de tigre, uma ira apaixonada que por fim se revela.

Amigos/as, é verdade… ¡Queremos tudo! e ainda mais.

Hoje vemos o rosto do Velho Mundo (partidos, sindicatos, a polícia, meios de comunicação… todos eles aterrorizados ante as dimensões do Movimento) e este é mais velho que nunca. Depois dos acontecimentos dos últimos dias incluindo horas, temos a constatação de que já não há marcha para trás. A presença dos partidos políticos praticamente desapareceu; pensar na inicial tabela de reivindicações de Democracia Real Já (sobre a redução do gasto militar ou o controle del absentismo dos políticos…) foi superado por um Movimento que, até o momento demostrou ser ingovernável, em assembléia e ágil a níveis mínimos.

Jogamos tudo.

O debate entre o reformismo e o Movimento anarquista. Não temos medo da anarquia, o que nos aterroriza é que amanhã tudo volta como antes, a mesma vida sob controle, a mesma alienação, a mesma máfia. Nesse sentido, qualquer tentativa de controlar o movimento deve ter a rejeição pura e simples, porque é somente em sua própria dinâmica e prática, na sua implementação no terreno, onde os rebeldes podem estar a ganhar terreno do poder. O futuro de tudo isso deve ficar mais aberto possível, como uma aventura imprevisível. Esse tipo de “caos organizado” que gostamos, mas agora somos capazes de avançar ou não ser nada, porque “voltar” só temos o que já sabemos: o Velho Mundo.

A partir de agora, a única coisa que pode ampliar o protesto é generaliza-lo. Para isso, devemos construir alianças com outros grupos e setores sociais. O Movimento precisa encontrar onde está o conflito, convidando-os a participar na luta com as associações vítimas dos despejos, a luta dos bombeiros, os indocumentados ou grupos de Cañada Real, entre muitos outros. Se o protesto é contra todas as esferas da vida, a luta deve se abrir a todos, é nesta mistura que reside a chave para a sua sobrevivência e autodefesa.

Tradução: Pablo Mizraji

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Sobre pmizraji

Caput necandus est. Cadaver acqua forti dissolvendum nec alicquid retinendum. Tace ut potes.

Publicado em maio 20, 2011, em Anarquismo Social. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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