Arquivo mensal: agosto 2010

o manchão


Em algum lugar do vazio, repousa o eco tardio
Vislumbro e infindo o tempo
Andares mais que impossíveis
Curto e curto, a Vênus que escuto
Tudo não satisfeito
Quem dera ser perfeito
Canto para Si Mesmo

Esboço perdido em n’algum tento
Tardes da música, efeitos iniciáticos
Eu não vi Eu acontecendo
Linguagem somática, noção ausente
Presente o escuro, que muro quebrado!
Não mais pergunto, arrebatado em gramas
O que eu trago de volta,

Agora…
para fora minha cota

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A mafalda que você nunca viu!?


Quino, genial desenhista argentino criador de Mafalda que na década de 60, no auge da contra-cultura e início das ditaduras militares aqui na América do Sul, promovia essa personagem como símbolo da contestação e da liberdade, para alguns,  pensamentos críticos e idéias oriundas dos círculos de intelectuais anarquistas. Desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou seu último impresso em cartoon seus sentimentos.

A VOLTA AO CARCERE PRIVÊ [soneto 3557]


Glauco Mattoso, meu amigo desde os tempos do Sarcástico, em mais um soneto podófilo…

Agosto/2010 – Depois de palestrar, na companhia de Wilma Azevedo e
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, no cyclo de ephemerides do Clube
Dominna, GM compoz o sonetilho abaixo para homenagear sua fundadora,
Mistress Bella, que ha mais de uma decada vem battalhando no meio SM:
homenagem mais que opportuna, ja que a pioneira Wilma fora homenageada
pelo poeta num soneto composto dez annos atraz.

Para aquelle ou para aquella
que obedece ou que domina
creou clube e fama a Bella,
do cothurno à bota fina.

Alli manda, ou lambe, ou fella,
quem practica o que imagina:
relho e ralho, sella e cella,
bondagismo e disciplina.

Reina a sadica em seu throno
e uma escrava, de seu dono,
com a bocca tira a meia.

Até cego funcção tem:
sempre aos pés de quem vê bem,
usa o tacto e os massageia.