manifesto do terrorismo sarcástico – 2006

Se você acredita no fantástico mundo das mentiras e da alienação coletiva da comunicação de massa, propomos que seja chegada a hora de rediscutir o papel social da mídia sem mais freios. Está mais que imediato partir para a ação direta e desafiar as grandes corporações que fizeram deste sistema global de informações virulento uma farsa, investindo em grande escala contra todos os seus braços articuladores. Esta declaração de guerra é também uma ode à liberdade, ao direito de expressão, às estações de rádio, publicações, tvs comunitárias, zines, redes virtuais, bares e cinemas alternativos. O sangue do quarto poder será derramado… e a vitória está nas mãos.

Pelos mesmos mecanismos do sistema a informação foi sendo apropriada e jogada na lata do lixo privado. Retornamos dos calabouços e ouvimos os gritos aterradores daqueles que estão à mercê do common sense, do fanatismo, da histeria social, da farsa midiática e da exploração e fabricação da “verdade”. Somos anônimos da realidade, como o limo que sobrevive nas consideradas mais vis condições, mas de onde brotam as mais poderosas forças de resistência contra a hegemonia do discurso globalizante. Esse movimento insurgente retorna para romper as cadeias dos ciclos. Pelo direito à informação livre, sem o vínculo da lógica capitalista-estatal, faz alimentar e potencializar novos e emais audazes meios de luta pela manutenção dos valores culturais, pois a verdadeira revolução não é a política, ciclo vicioso e paliativo do próprio sistema, mas a social e cultural, germe imortal da capacidade humana de libertar-se do jugo.

Estamos prontos para tomar de assalto tudo novamente. É a hora de tirarmos o foco de atenção dos meios de comunicação massivos para devolver às mentes subjugadas aquilo que lhes fora drenado: a inteligência. O mundo faz números e estatísticas, não livre-arbítrios.

E deste manifesto formarão as palavras em todos os rascunhos e monitores, em todo lugar onde se acharem players, que até os cegos poderão conhecer e qualquer língua saberá seu entendimento, pois a emancipação não está sujeita à uma população específica, mas aos homens e mulheres em seus corações. O perigo é iminente e eles sabem. O boicotam diretamente através das novas tecnologias e nas entrelinhas. É o risco de perder o controle da mercadoria e do monopólio do saber, insuflando-nos com placebos legislativos, na tentativa de tornar-nos ovelhas servis. O papel da contracultura será importante para destruir os pés do gigante através da desmistificação dos modus operandi das elites dominantes. A contra-informação é outra arma que está engatilhada contra o status quo dos aparatos oficiais, reprodutores do capital cultural. Este não é mais o mundo das aparências. A utopia não tem mais sentido. Isto não é mais propaganda.

Da mais escura caverna
Com a minha lanterna sempre acesa
Vivo sempre no submundo da sua consciência
A espreita de um novo amanhecer

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Sobre pmizraji

Caput necandus est. Cadaver acqua forti dissolvendum nec alicquid retinendum. Tace ut potes.

Publicado em junho 15, 2010, em Colunas - Venus Genetrix, Guerrilha Midiática. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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