ministério público-privado

Prisões arbitrárias, repressão desmedida, omissão da esquerda burocrática e das demais organizações populares e civis, imprensa oportunista e um Ministério Público reacionário. Esta é a situação da realidade em Darionopolis, onde se faz o que quer, desde que salvaguardo os direitos burgueses.

Vamos lá: Dário Berger, sentenciado pelo TSE este ano e acusado de corrupção nas irregularidades em contratação de serviços, tendo seus bens patrimonais, na soma de R$ 2,5 milhões, bloqueados por decisão judicial. Na frente da sua sala empresarial-política, tramita dia e noite uma cracolândia (mais uma, além da Vitor Meirelles, Tenente Silveira, Hercilio Luz, Paulo Fontes), prédios abandonados, falta de iluminação pública, falta de água. O crack é a droga mais consumida no Centro por ser baixo custo, mas para reduzir, não é “higienizando” as ruas, prendendo usuários, sem-tetos, é sim investindo em projetos de inclusão social, cultural, vontade política não cínica e assistencialista, espaços para abrigo, etc.

Tenente Coronel Newton Rambo: sob investigação criminal por denúncias feitas com provas de áudio, pedindo votos para Dario Berger dentro do seu quartel em horário de serviço aproveitando-se da posição de comando. Não contente, afirmou com convicção militar que está a serviço do combate aos movimentos sociais.

Leonel Pavan: atual governador e chefe político da PM-SC. Listar suas acusações e sentenças dá uma folha corrida tão extensa que não comportamos espaço necessário.

Joao Batista Nunes: vice-prefeito da cidade e que deixa o cargo de Secretário dos Transportes às moscas. O manezinho-intisicado como se intitula é responsável pela desordenação administrativa na malha viária em favorecimento dos empresários dos transportes.

A lista segue, muito extensa, e não tira da reta os dirigentes partidários, ex-candidadtos, sindicatos, etc. Em nota, o MP acaba de reiterar que toda ação policial para “conter” os movimentos populares contra o aumento da tarifa são considerados possíveis. O promotor da injustiça, Alexandre Abreu recomendou ao Coronel Newton ser rígido contra as ações de rua do movimento. Não satisfeito, o promotor instaurou um inquérito para apurar supostas infrações criminosas do movimento, documento este, que sabemos há alguns anos, engrossa um grande dossiê preparado pela PM e Civil para identificar e sentenciar dezenas de manifestantes.

Política ditatorial anti-democrática que fere direitos conquistados pela população. Esta declaração absurda do MP só reafirma que a pauta é de uma ideologia reacionária orquestrada por interesses econômicos e políticos. Essa instituição que defende os aumentos trabalha para as elites que estão mergulhadas na corrupção. A corrupção se faz através da justiça concedida que se utiliza de recursos de difamação, calúnia, toda forma de sectarismo, criminalização, apoiada pelos meios não-democráticos de comunicação.

A justiça só pode ser feita no caldo das tensões de rua, como ocorreram em 2004 e 2005, com a vitória da Lei do Passe Livre e redução da tarifa. Esta carta do MP servirá só para limpar a merda que cairá sobre seu estandarte, desde que sua legitimidade é ausência. Eis a verdadeira violência.

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Sobre pmizraji

Caput necandus est. Cadaver acqua forti dissolvendum nec alicquid retinendum. Tace ut potes.

Publicado em maio 28, 2010, em Anarquismo Social, Ruminantes da República. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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