COPA DO MUNDO, de mobilidade urbana

Não parece piada, eles levam a sério. Uma notícia que circulou durante uma semana aqui em Florianópolis foi a de sua exclusão das 12 cidades-sede para a Copa do Mundo de 2014. A notícia em si, não tem nada de novo e ao contrário daqueles que se dizem “defensores da cidade”, essa decisão não foi “política”. De um ponto de vista indiferente, está muito claro quais foram os verdadeiros critérios para esse julgamento. O que parece armação é o alargamento dessa tematização que não sai do lugar e não quer transparecer suas excrescências. Nada mais repugnante. Resumidamente o “problema” central surgiu com a não confirmação da cidade na lista oficial e em, consequência, a não conformação da política elitista local. Mesmo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira ter aumentado o número de cidades-sede de dez para doze, não resolveu para incluir a “capital turística do Mercosul”. A política representativa do estado de Santa Catarina não conseguiu ainda garantir seu status em nível nacional por falta de competência e capacidade administrativa, por isso acaba gerando esses rótulos mirabolantes e platônicos sobre uma realidade que não existe. O fato é que essa frustração tem um preço, e talvez, pela primeira vez, ambos, prefeito e governador, mereceram esse tapetão de cima. A exclusão tira a ordem de investimentos financeiros da construção megalomaníaca de um estádio de futebol em plena zona urbana residencial com altos índices de baixa renda. Dário Berger-PMDB não tem capacidade de enxergar além do seu discurso decorado desde que se elegeu. Repete incansavelmente que Florianópolis foi marginalizada “pois tem as melhores condições e qualidade de vida de todas as capitais brasileiras”…

Qual mundo se vive? Tanto o governador quanto o prefeito acusaram a CBF de formar uma caixa preta das escolhas das cidades-sede. Em tom beirando ao preconceito, Berger disse que não pode admitir que Natal seja melhor que Florianópolis, o que teria esta que não tem a outra, e que foi um privilégio nordestino. “Estamos com vários projetos em andamento, plano diretor e obras do sistema viário, onde temos três pontos críticos de fácil resolução: trevo da Seta, continente e acesso ao aereoporto…” Já tem jornalistas da mídia burguesa que dizem que Ricardo Teixeira é persona non-grata em Santa Catarina e demais asneiras.

O prefeito parece ter ficado “surpreso” quando a pesquisa da UnB publicou que Florianópolis é considerada como a segunda pior cidade no quesito mobilidade urbana.

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Caput necandus est. Cadaver acqua forti dissolvendum nec alicquid retinendum. Tace ut potes.

Publicado em maio 14, 2010, em Anarquismo Social, Ruminantes da República. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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