Ato nacional convocatório para mobilização nas ruas, 23 de Maio

Florianópolis/SC, 23 de Maio

Movimentos sociais unidos contra as reformas que vetam direitos aos trabalhadores

Diversas correntes sindicais e entidades sociais se unirão nesta tarde em todo o país para exigirem maior rigidez para as leis trabalhistas, assim como melhores condições de trabalho. Cada categoria reinvidicará para si especifidades, numa mobilização conjunta e solidária. No Brasil, as condições de vida da classe trabalhadora ainda continuam comprometidas, porém novas formulações entram em novos contextos de ações diretas. Os movimentos sociais unem-se e reforçam-se mutuamente, por diretas participações populares nas gestões municipais, aumento salarial, reforma agrária e urbana e principalmente, pelo crescimento da consciência da condição do trabalhador e compreensão das condições econômicas do país. Paralisações, greves, passeatas e assembléias farão parte das atividades previstas para este dia.

Em Florianópolis, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), SINASEFE (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional, assim como os rede estadual), APUFSC (Associação dos Professores da UFSC), servidores municipais, policiais militares, UFECO (União das Entidades Comunitárias de Florianópolis), Movimento Passe Livre e a União Nacional por Moradia Popular estarão nos principais trajetos da cidade. Há semanas que Florianópolis vem sofrendo ações inescrupulosas por parte do governo em relação ao descaso com a Operação Moeda Verde (investigação federal sobre venda ilícita de empreendimentos imobiliários em áreas de preservação) e má-vontade com a política do transporte coletivo, sujeito a novos aumentos. Um dos principais pontos é o próprio impeachment do prefeito Dário Berger (PSDB) pela inércia operante a problemas administrativos decorrentes na capital.

Em São Paulo, o movimento sindical defende a reintegração de seus dirigentes, como os trabalhadores do Metrô, que farão assembléia, além de entidades como a Intersindical, MST, Via Campesina, Coordenação dos Movimentos Sociais, Marcha Mundial das Mulheres e a CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores) que estarão reinvidicando veto à Emenda Três, direito à greve e contra a criminalização dos movimentos sociais. Enquanto isso, o acampamento na reitoria da USP segue firme, exigindo retificações quanto aos decretos do governador do estado, que atentam contra a autonomia universitária. A CUT fará manifestação na Fiesp e às 14 horas está previsto um grande ato na Avenida Paulista.

Em Campinas, paralisações de operários em fábricas e fechamento de rodovias. Manifestações Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, São Luiz e Caxias do Sul (RS), onde recentemente conseguiu parar 20 mil trabalhadores. No Rio de Janeiro também se preparam as paralisações mediante atos contra o governo federal.

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Publicado em maio 1, 2009, em Guerrilha Midiática. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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