A nova coluna do SARCÁSTiCO estréia com o pé direito

– Novembro de 2007

Glauco Mattoso marca a temporada como novo sarcástico

Sem meias palavras, sem meias intenções e literalmente… sem meias, é a estréia do nosso novo colunista sarcástico e não poderia ser diferente, irreverente e polêmico: Pedro José Ferreira da Silva, poeta, ficcionista, ensaísta e articulista em diversas mídias, sob o pseudônimo de Glauco Mattoso(paulistano de 1951), como trocadilho de “glaucomatoso” (portador de glaucoma, doença congênita que lhe acarretou perda progressiva da visão, até a cegueira total em 1995), além de aludir a Gregório de Matos, de quem é herdeiro na sátira política e na crítica de costumes.

Ainda nos anos 70 participou, entre os chamados “poetas marginais”, da resistência cultural à ditadura militar, época em que, residindo temporariamente no Rio, editou o fanzine poético-panfletário Jornal do Brabil (trocadilho com o Jornal do Brasil e com o formato dobrável do folheto satírico) e começou a colaborar em diversos órgãos da imprensa alternativa, como Lampião (tablóide gay) e Pasquim (tablóide humorístico), além de periódicos literários como o Suplemento da Tribuna e as revistas Escrita, Inéditos e Ficção. Durante a década de 80 e o início dos 90 continuou militando no periodismo contracultural, desde a HQ (gibis Chiclete com Banana, Tralha, Mil Perigos) até a música (revistas Somtrês, Top Rock), além de colaborar na grande imprensa (crítica literária no Jornal da Tarde, ensaios na Status e na Around), e publicou vários volumes de poesia e prosa.

Com o advento da internet e da computação sonora, voltou, na virada do século, a produzir poesia escrita e textos virtuais, seja em livros, seja em seu sítio pessoal ou em diversas revistas eletrônicas (A Arte da Palavra, Blocos On-line, Fraude, Velotrol) e impressas (Caros Amigos, Outracoisa). Jamais deixou, entretanto, de explorar temas polêmicos, transgressivos ou politicamente incorretos (violência, repugnância, humilhação, discriminação) que lhe alimentam a reputação de “poeta maldito” e lhe inscrevem o nome na linhagem dos autores fesceninos e submundanos, como Bocage, Aretino, Apollinaire ou Genet.

Com esse brinde, é com o maior prazer ou desgosto para alguns, que temos não somente como admiradores deste autor maldito mas um romance de parceria do sarcasmo original.

à votre santé!

http://www.sarcastico.com.br

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Sobre pmizraji

Caput necandus est. Cadaver acqua forti dissolvendum nec alicquid retinendum. Tace ut potes.

Publicado em maio 1, 2009, em Artigos - Biografias, Colunas - Venus Genetrix. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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