Arquivo mensal: maio 2009

Silêncio


N’algum lugar no vazio
Repousa o eco tardio
Passados de luto
Profundo, mudo o mundo

Nas estrelas de uma noite atenta
Busco incessantemente a tormenta
Aqui jaz pérfido sem sentença

Incognito


Oculto sob a sombra de um nada
Me revelo nu e fútil
Como faíscas na janela antes amada

No desvelar de teus olhos
Que lacrimejam adentro no precipício
Feito de carne outrora sonhos
Sigo incognito – agora deicídio

Das brumas de um parque de luz
Notada, Libertada, Agraciada

el estado-monstro y ciego


El mote de la tradición
ha yacido en su distorcion

Han decido el monstro más frio
que vomita y dice… el pueblo es mio

No tengan fé y amor
somos vecinos pero sin rancor

Cura y Rei te saludan con cicuta
a la vida compas sigan la lucha

naciones falicas…


Los falicos falidos, hay que dolor
del capitalismo, racismo y sexismo
las fundaciones reales gentilicas del idealismo
exploración, succión, molestación
La sabiduria niña muere ante el gran hermano
Me comen los idolos acefalos de una fantasia
A lo que el mundo ludico se come, a cada vereda y esquina

descolores


Hay que descolorir para vivir
las fabulas solubles de la muerte
son los mitos tardíos de las excrecencias
el cuentito de las cinco matizes
relativizados por las culturas de los opressores

la resistencia


Che, que las tormientas de la inseguridad
por lejos retumben hacia las olas del más allá
Y que me muevan para no volver

Che, que las sombras encubiertas de la incerteza
previnan nuestros instintos
Y que desaparezcan tan solo de las multitudes

Mi negra


Negrita linda
de dulce pronuncia semejante
La vida tan dura y cansable
Mi compañera de los talleres de mis camperias
Te cantaré hasta el ultimo dia
Una vida compañera vieja de años

Lucha el porvenir de los asaltos a los gigantes
Horas y horas, café y cigarrilla
son las malditas historias del saber tratante
Los gatos de la calle no se terminan
Me abres en esta noche
me cambio de rumbo
Amigos y vecinos, la huerta se aviva

Jardinito La Muerte


Yo te traigo de vuelta a las razones
para hacerte oir otros corazones
De tu lindo jardin de flores
tan pequeñito en las tormentas de tus rincones
Recojo hacia el camino – no llorando hacia la Sra Muerte

Eres el propio caminito
que te fuiste y sin seguirme

Me llevo la rosa de tu jardinito
Pero sin preguntarte
si puedo volver o to me quedo

La yerba de la mañana


Con un cuchillito levantando a la noche
la mañana respecta tu cubierta
me sento a la ventana
contente con los aromas del frescor
del agua caliente a ti me recuerdo
Lejos y cerca, de tus lindos ojos negros
Mi alma no se aburre de verte
una melancolica sonrisa inocente
me llaman los sueños de repente
para tentar acostumbrarme del color de tus pelos

Nova lei é assinada para Igualdade Racial em Florianópolis


– Florianópolis/SC, 25 de janeiro de 2008

O demorado comprometimento por uma velha causa

Foi assinado ontem na Secretaria da Fazenda em Florianópolis, o termo para o desenvolvimento de políticas públicas de promoção da igualdade racial. Estiveram presentes autoridades do movimento negro, dois convidados especiais acompanhados pelos organizadores do Afoxé Omo Olorun que vieram direto da Nigéria, associação de professoras negras da Escola Antonieta de Barros e personalidades locais. A carta assinada foi em um ato de saudosismo da parte dos que estiveram de fato, integrados na luta pelos direitos de igualdade. Com a nova lei que permite que políticas públicas sejam oficialmente inseridas em orçamentos, foi criado o Conselho Municipal de Políticas Públicas para a Igualdade Racial, onde tomarão posse seus diretores em 21 de março.
O documento é fruto de um processo de discussão encabeçado pelo vereador Márcio de Souza (PT) e pelo movimento negro, que resultou no projeto de lei entregue à Câmara dos vereadores. O prefeito Dario Berger (ex-PFL – ex-DEM – ex-PSDB, atual ex-PMDB), juntamente com o presidente da Câmara de Vereadores, Ptolomeu Bittencourt, autorizou a lei que beneficiará negros, índios, judeus, ciganos, mulçumanos e outras etnias, além de propor a criação da Coordenadoria da Promoção da Igualdade Racial. O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) é formado por 28 membros (14 governamentais e 14 não-governamentais), que vão definir diretrizes para a formulação das políticas públicas, dirigidas às comunidades afro-descendentes e outras etnias.

Em rápida entrevista ao Sarcástico, o vereador Márcio de Souza afirma que “a escravidão foi um ato de política de estado; logo, suas derivações só poderão ser subtraídas por políticas públicas. E ainda indagamos sobre a ausência da grande imprensa em não querer divulgar essas afirmativas.”

A nova Lei de número 7507 formará diretrizes para a administração das atividades concernentes aos direitos das comunidades estigmatizadas étnica, política e culturalmente. Também resultará num assessoramento às condições de vida das comunidades negras, assim como outras que sofrem de exclusão social e são alijadas de todo processo democrático.

artigo publicado no www.sarcastico.com.br